quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sugestões Pegagógicas: dificuldade de aprendizagem e baixa visão


SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS - SRM   
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO - AEE

Sugestão Pedagógica: Dificuldade de Aprendizagem


*Proporcionar um ambiente tranqüilo, em que as crianças estejam sempre ocupadas;
*Dosar atividades em relação à duração e ao interesse que possam despertar;
*Estabelecer os limites de forma positiva;
*Manter a voz suave, não falar muito, nem muito alto, nem muito depressa;
*Evitar as comparações entre as crianças;
*Facilitar para que a criança aprenda pela sua própria ação. Deixar que ela tente, experimente e observe;
*Pedir sempre a/o aluno(a), após uma atividade, que descreva sua ação: verbal, gráfica e corporal;
*Nunca subestimar o/a aluno(a), quanto as suas capacidades;
*Ter em mente que o/o aluno(a) com dificuldade de aprendizagem aprende num ritmo mais lento que as demais crianças devendo, portanto, ser respeitado o seu desenvolvimento;
*Propor a criança à realização de jogos e brincadeiras, de acordo com a fase de desenvolvimento em que se encontra, transformando a aprendizagem em algo lúcido e agradável, permitindo a criança que demonstre criatividade e iniciativa;
*Procurar dividir cada atividade em etapas, ensinando-as uma a uma, até que a criança seja capaz de realizar toda atividade sozinha.
Área a ser trabalhada: Linguagem Oral

- Método Fônico: Sons das letras e palavras;
- Aliterações;
-Utilizar cantigas e músicas infantis;
-Proporcionar a interação e comunicação, através de fantoches;

Exercícios de Orientação Temporal
  • Ouvir histórias, ou músicas que contenham histórias, e depois contar a seqüência dos fatos.
  • Ordenar cartões com figuras e formas e recompor uma história com início, meio e fim.
  • Saber localizar os dias da semana, através do calendário e quadro de rotina.

Área a ser trabalhada: Atividades da Vida Diária
  • Saber distinguir diferentes tipos de alimentos através de figuras: gelados (sorvete), naturais (frutas), cozidas (legumes), fritos (ovo) etc...
  • Noção de família (membros, história familiar, significado de uniões (casamento), formas de lazer com a família)
  • Trabalhar localização na escola através de placas, contendo as palavras.
  • Ter noção do uso do dinheiro.
Área a ser trabalhada: Cognitivo – Verbal
·         Contar o que vê em fotos ou gravuras, começar com gravuras que contenham poucos elementos. Conforme o desenvolvimento aumentar o grau de dificuldade;
·          Contar a história de seus próprios desenhos;
·         Fazer pareamento de singular e plural com imagens;
·         Fazer pareamento de aumentativo e diminutivo com imagens.

Área a ser trabalhada: Matemática

São recursos materiais que poderão ser usados para auxiliar o ensino da matemática para crianças com dificuldade de aprendizagem independentemente da utilização dos métodos a que se referem. Destacamos:
Material dourado: É um material que auxilia o ensino da matemática, possibilitando ao aluno adquirir, de forma concreta, os conceitos matemáticos.  Este material é constituído de: a) um cubo com 10 cm de aresta representando um milhar; b) 10 prismas com um centímetro de altura e 10 cm de largura e 10 cm de comprimento representando as centenas; c) 100 prismas com um centímetro de altura, um centímetro de largura e 10 cm de comprimento representando as dezenas; d) 500 cubos com um centímetro de aresta representando as unidades. O material dourado possibilita o ensino: a) da idéia de número; b) do valor posicional dos algarismos; c) das classes e ordens de um número; d) da composição e decomposição de um número; e) de números pares e ímpares; f) da adição, subtração, multiplicação e divisão; e g) números decimais e fracionários.
Algumas sugestões de materiais que poderão ser confeccionados simplesmente para funcionar como estímulos (estimulação visual, auditiva, tátil, sinestésica).

1- Quadro de dupla entrada: É utilizado para o treinamento dos conceitos básicos.
2- Dominó: É utilizado pra treinamento variado (conceitos básicos, número/numeral) conforme sua confecção.
3- Numerais de 1 a 9 confeccionados em madeira: São utilizados para o treinamento da identificação e nomeação dos numerais.
4-  Cartões para encaixar com ajustamento: Consiste de cartões dispostos como se fossem quebra-cabeças de duas peças, sendo que numa das peças encontra-se o numeral e noutra um objeto representando o número.
5- Cartões com sinais e numerais inscritos: São utilizados para o ensino das operações fundamentais.

O programa para ensinar iniciação à matemática para o aluno com dificuldade de aprendizagem compreende seis classes de comportamentos terminais:

1. Realizar agrupamentos: Realizar agrupamentos de objetos que possuem características comuns (mesma cor, mesma forma, mesmo tamanho, mesma espessura); representar o agrupamento (identificar objetos com um elemento, separar sub-agrupamentos); realizar relações entre agrupamento (identificar pertinência e inclusão entre agrupamentos, realizar comparação entre agrupamentos); identificar tipos de agrupamento (nomear e classificar tipos de agrupamentos) e realizar operações entre agrupamentos (reunião e intersecção).

2. Realizar relações de quantificação: Comparar agrupamentos (identificar o que tem mais elementos, o que tem menos elementos e os que têm a mesma quantidade, identificar o agrupamento que tem um elemento a menos e o que tem um elemento a mais).

3. Registrar quantidades: Identificar quantidades (separar e organizar quantidades); nomear quantidades (tanto organizadas como separadas); grafar quantidades (grafar numerais).

4. Realizar relações entre quantidades: Realizar operações (juntar quantidades, tirar quantidades, colocar quantidades para formar uma quantidade dada, comparar agrupamentos de sorte que fiquem com a mesma quantidade; repetir grupos com a mesma quantidade, repetir quantidades para que o grupo fique coma mesma quantidade, distribuir grupos com a mesma quantidade).

5. Realizar medidas: Identificar instrumentos de medida de tempo (construir ampulheta, manusear relógio digital e analógico); realizar a medida do tempo (identificar horas, minutos e segundos); identificar medidas arbitrárias de grandeza (realizar medidas utilizando o palmo, o passo, o pé, a polegada); identificar medidas padrão de grandeza (metro); identificar medidas arbitrárias de massa (utilizando a xícara, o copo, o punhado); identificar a medida padrão de massa (grama); identificar medidas arbitrárias de capacidade (utilizando o recipiente plástico, o copo, a garrafa); identificar a medida padrão de capacidade (litro).

6. Realizar classificações geométricas: Identificar formas geométricas encontradas na natureza (formas semelhantes, formas diferentes); identificar formas geométricas nos objetos construídos pelos homens (comparar formas semelhantes e diferentes, comparar semelhanças entre figuras planas); identificar figuras planas (comparar diferenças entre figuras planas); classificar os sólidos geométricos (identificar os sólidos de acordo com a superfície plana e com a superfície curva); classificar as figuras planas (identificar quadrados, triângulos etc).


SUGESTÕES PARA ADAPTAÇÃO DE TEXTOS DIDÁTICOS PARA ALUNOS COM BAIXA VISÃO
A maioria das pessoas com baixa visão apresenta grande dificuldade em atividades que envolvam a leitura e a escrita. Como elas possuem maneiras próprias de ver, é praticamente impossível estabelecer-se um padrão gráfico único que atenda a todas com a mesma eficiência. Mesmo cientes dessa limitação, consideramos importante instituir parâmetros que atendam ao maior número possível de pessoas que terão, pelo menos, uma parte de suas necessidades atendida, e dessa maneira possibilitar seu acesso ao conhecimento.

Por isso indicamos, abaixo, alguns modelos a serem adotados na adaptação de textos para a clientela de baixa visão


Fonte: Arial, Verdana ou Tahoma. Não utilizar letras rebuscadas ou com serifas;

Corpo: 24, em negrito;

Número de caracteres por linha: de acordo com Natalie Barraga (1985), é recomendável o máximo de 39 caracteres por linha;

Entrelinhas: sugerimos um espaço e meio entre as linhas para tornar a leitura mais eficiente;

Espaço entre as palavras e letras: padrão;

Cor do papel e da tinta: o papel branco, marfim ou gelo sem brilho e tinta preta proporcionam maior contraste;

Opacidade do papel: suficiente para evitar sombreamento pelo seu verso (segundo FNDE/SEESP – gramatura mínima de 90g);

Ilustrações: figuras simples, com poucos detalhes; contornos espessos e bem definidos, contrastantes com o fundo; cores vivas. Elas devem estar próximas ao texto que lhes faz referência. As ilustrações bem empregadas enriquecem o texto e facilitam sua compreensão.

* Textos escritos com outros elementos (ilustrações táteis) para melhorar a compreensão;
*Posicionamento do aluno na sala de aula de modo que favoreça sua possibilidade de ouvir o professor;
*Deslocamento do aluno na sala de aula para obter materiais ou informações, facilitados pela disposição do mobiliário;
*Explicações verbais sobre todo o material apresentado em aula, de maneira visual;
*Boa postura do aluno, evitando-se os maneirismos comumente exibidos pelos que são cegos;
*Adaptação de materiais escritos de uso comum: tamanho das letras, relevo, softwares educativos em tipo ampliado, textura modificada etc.;
*Lembre-se que o uso prolongado da baixa visão pode causar fadiga.
*Seja realista nas expectativas do desempenho visual do estudante, encorajando-o sempre ao progresso.
*Encoraje a coordenação de movimentos com a visão, principalmente das mãos.
*Oriente o estudante a procurar recursos como o computador, pois, ele se cansará menos e aumentará sua independência.· Pense nos estudantes com baixa visão como pessoas que vêem.
*Use as palavras “olhe” e “veja” livremente.
*Esteja ciente da diferença entre nunca ter tido boa visão e tê-la perdido após algum tempo.
*Compreenda que o sentido da visão funciona melhor em conjunto com os outros sentidos.
*Aprenda a ignorar os comentários negativos sobre as pessoas com baixa visão.· Dê-lhe tempo para olhar os livros e revistas, chamando a atenção para os objetos familiares. *Peça-lhes para descrever o que vê.
*Torne o “olhar” e “ver” uma situação agradável, sem pressionar.

NÃO ÓPTICOS PARA BAIXA VISÃO
Os recursos não ópticos são aqueles que melhoram a função visual sem o auxílio de lentes ou promovem a melhoria das condições ambientais ou posturais para a realização das tarefas (podem ser efetuados pelo professor). Os meios para que se consiga esta melhora são:

- Trazer o objeto mais próximo do olho, o que aumenta o tamanho da imagem percebida (ou seja, deixe a criança aproximar o objeto do rosto ou aproximar-se para observar algo, como por exemplo, a lousa ou a TV);
- Aumentar o tamanho do objeto para que ele seja percebido.

2 comentários:

  1. MUITO INTERESSANTE SUAS SUGESTÕES, ELAS CONTRIBUEM E MUITO PARA A INCLUSÃO DOS ALUNOS BEM COMO FAVORECEM UM APRENDIZAGEM EFETIVA AO QUE ESTÁ SENDO TRABALHADO.

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